segunda-feira, janeiro 13, 2014

Eu estou sempre lá, no fundo, no canto, de cabeça baixa, mas olhos estalados, atentos. Vou para outra galáxia às vezes, mas ainda ouço sua voz contando histórias, debatendo, rindo com os outros.  Eu queria um lugar só pra nós, queria ao menos chamar você e eu de nós.  Mas estamos aqui nessa balbúrdia e ninguém sabe o quanto sou sua e eu nem sei o quanto você é meu. Eles não querem saber, mas eu quero, e presto atenção esperando escapar qualquer sinal de que você me vê e me quer sendo sua. Meu nome na sua voz vira música, você chama minha atenção, pede para me enturmar, brinca com minha timidez e todos me olham. Eu quero te matar nessa hora. Mas que fosse pra matar de amor. Então você reinicia sua opinião sobre aquela banda da Inglaterra e todos concordam, eles te amam, é por isso que você é o único em pé na roda de amigos. Você está sempre defendendo que é bom no que faz, mesmo sem dizer uma palavra, você anda de cabeça alta transbordando superioridade, mas continua o indefeso que só meus olhos enxergam.  Ainda sobre a banda, você usava uma camiseta deles no primeiro dia em que conversamos. Na verdade, eu falei com seus amigos, você falou com eles, mas não nos falamos. Mas lembro que você riu de algo que eu disse. Se você lembra eu já não sei. É matante e massante não saber o que você quer afinal, mas eu continuo insistindo.

Flávia Andrade

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