terça-feira, maio 06, 2014

Estou buscando em qualquer olhar a chave para um sorriso, mas sem ninguém perceber. Estou sendo feliz em segredo, demonstro-me alegre entre a nódoa da solidão. Aquele alguém vem e me dá um pouquinho de contentamento e eu vou guardando para os sábados. Enquanto isso vou sendo aquela menina infeliz aos olhos atentos do mundo ao meu redor. 
   Nestes dias específicos da semana, sem ontens ou amanhãs, deixo explodir em/de mim todos os risos que me foram dados, sozinha no chão da sala e sem medo. 
   Não quero que vejam minha felicidade, tenho medo que a roubem e odeio o quanto isso soa egoísta, contudo é medo sim.
    Tenho medo de ser derrubada, pisada. Tenho medo de que julguem meu riso e os motivos que me levaram a ele. Tenho medo de que me acorrentem se me perceberem tão liberta. 
    E por isso canto e danço aqui, talvez só com minha sombra, sozinha nessa casa vazia entre paredes que não apontam erros. Por isso a cabeça sempre baixa em público e os pulos tão altos a sós. Por isso a fala pouca em conversas com tantos e intermináveis diálogos, meio loucos, comigo mesma.

Flávia Andrade

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