domingo, junho 08, 2014

É domingo de junho, mas ainda escrevo sobre a terça-feira de janeiro. Não lembro muito bem, mas gosto de como isso soa. Poderia ter sido uma quinta, mas tudo de quinta não parece bom. Quero mesmo que tenha sido um dia após a ressaca de segunda, um dia antes das missas de quarta. Um dia que não tem nada definido, distante das festas que se iniciam na sexta. Por isso invento. Quero ao menos que a data seja poética, pois nós não fomos nenhum pouco. Eu dizia frases que formariam um diálogo bonito, mas você descabido dizia coisas absurdas que não poderiam vir para os meus textos de domingo. Voltando para hoje, é só mais um dia de chuva, isso eu lembro, eu também me molhei naquela vez. Acontece que o que era para ser certo não foi, mas tudo o que é errado hoje também foi naquele sábado.

Flávia Andrade

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