sábado, agosto 09, 2014

Daqui, um pouco longe, algumas vezes por semana, raramente em dia de chuva, disfarçadamente (e falha), observo-te. Olho como quem te espera, escondo-me pois não sou quem você procura, sou sombra de outro alguém melhor. Mas paro e fico a espiar você e o dia que vem vindo, o dia em que o vento soprará seu perfume só pra mim.
Mas em outros dias, bem de perto, quase nunca, principalmente no frio, olho-te nos olhos como quem te deseja, você vê, acredita e é recíproco, então os outros dias em que somos do mundo não importa, somos só de nós no meio desse vento gelado que alcança nossos rostos aquecidos.
São tantos os dias em que nada vai bem, enquanto os poucos dias que os olhos brilham são cheios de ego e relembram-se em cada choro dos outros. Eu mantenho você por perto por algumas horas e a alegria disso inunda o resto dos meses.

Flávia Andrade

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