domingo, agosto 31, 2014

Sem explicações. Avisto-o, levanto-me e vou para casa, não me despeço dos outros para a saída não ser dramática. Sem demora, ao chegar há somente o vazio, sem tristeza desmarco encontros para que não tenha desencontros, desfaço o que poderia ser certo antes que seja errado. É solidão? Talvez, mas considere o cansaço de sofrer. Sem sossego, sem paz de espírito, sem calma, porém em um retrato falho onde tudo ficou branco: quem vê, nada vê. Sem passos e gritos bêbados, apenas a sobriedade que tenta se auto compreender.
Mais alguns minutos, esforço-me para aprender novos estilos de poesia, outra receita, datas que não decoro. Até que acontece: ouço-o partir e volto ao que também é meu. O canto ficou pequeno para tudo o que houve e a plateia também o lota. Chego de mansinho, pedindo perdão em silêncio, compreendam minha calma, não há mais choro, quando ele chegar outra vez eu vou embora.

Flávia Andrade

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