terça-feira, abril 21, 2015


     Andando em círculos, curvas e paralelas. Dá voltas na mesma quadra com as mãos se entrelaçando descontroladas e com a mente dando nós. Não sabe aceitar com facilidade essas notícias repentinas sobre qualquer fim. Inquieta rodeia a mesma ideia que se passa enquanto vê o primeiro parágrafo do capítulo cinco do livro. Chegou a este capítulo na marra e ainda não entende o enredo, pois não está na leitura, está muito mais distante. Lê outras coisas na própria mente e as folhas em seu colo são decoração. Dá voltas pela casa com as mãos nos bolsos para sossegar e gostaria de correr para outro canto, alcançar outra pessoa e dizer: não é assim que termina um diálogo ou uma relação, não é assim que se dá fim a uma história como a nossa. Gostaria de acusar todos os erros enquanto dá voltas dentro dos próprios deslizes. Essa aflição toda, ela gostaria de confessar, é o peso da culpa por ter posto fim também, por ter deixado o fim ser mera cena de dois minutos. Quanto mais foge do que sente, mais adentra no âmago e a intensidade confunde.

Flávia Andrade


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