sábado, setembro 19, 2015

peitos

    não são os olhos dela que lhe causam poesia, são os seios fartos, as tetas, os melões, aquele par que faz a boca salivar. ela pede sinceridade vestindo um decote e diz para ele vê-la olho a olho, mas os peitos estão ali convidativos querendo escapar da blusa. estão na imaginação dele com os bicos durinhos, pra frente, deliciosos de passar a língua de leve e fazê-la se arrepiar. quando ela chega, todos os dias, os olhos dele fotografam a pose dos peitões. quando ela vai embora, a mente dele se lambuza por entre a fotografia na memória. ele fecha os olhos e consegue dar mordiscadas nos mamilos, abocanhá-los, acariciá-los no ritmo que ela gosta. ele consegue ouvir o gemido e pensa que poderia ser poesia em som. ela não quer ficar muito tempo porque diz que não encontra amor. mas existe amor maior que tesão? coisa mais vívida, natural e gostosa de sentir não há. e ele elogia: eu poderia apertá-los o dia inteiro. ela não entende que eles o chamam.

flávia andrade

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