quarta-feira, setembro 23, 2015

quase sem escrita

    sinto que preciso escrever. começar uma história, outro livro, tentar poesia, largar as crônicas, ser de contos. a briga em mim não é exatas e humanas. é sobre os textos curtos e os romances. é sobre deixar de escrever sobre você, sobre mim, falar de outras coisas mais mundanas. sinto que preciso escrever com todo esse tédio, todo esse vazio, toda essa sede, com o que me foi deixado. nem adianta inventar muita coisa, eu sou de coisa pouca: pensamentos, sentimentos, embriaguez. sou a parte menor do mundo: os que sentem mais que agem, que querem mais do que correm atrás, que sofrem mais que se machucam. fico aqui transbordando e nada vira palavra. não sei quando comecei a gostar mais dos gritos, só sei que não me avisaram que gritos não viram livros, não vendem e ninguém gosta de ouvir. perdoa a voz alta que repete uma sílaba estridente, estou perdendo a semântica toda.

flávia andrade

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Natasha

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