sexta-feira, março 25, 2016

    Sei que andei errando mesmo depois de tanto te cobrar por mais acertos, e que venho fazendo o que te pedi para não fazer sem ver que essas coisas todas te machucam também, na mesma medida. Mas é que às vezes parece que se não é você, deve ser eu a primeira na semana a dar o aceno de retorno, pois há sempre um novo empecilho quando estamos prestes a ir de encontro ao ponto em que tudo dá certo. O ponto que almejamos com todo o ardor de nossos desejos misturados. Ocorre sempre um susto que nos toma e nos faz voltar, impedindo-nos de apenas seguir em frente de mãos dadas. Eu entro em um desespero que te atinge e me desespero mais ainda quando noto seu mal estado por minha causa, como se a cada tropeço torto eu nos separasse a ponto de nos deixar em dois pontos extremos com quase os mesmos motivos para não sorrir por algumas horas ou dias. Não sei se é por gostar demais que o medo nos atinja, ou se é por gostar com tanto medo que a distância tente nos impedir, apenas sei que quanto mais longe ficamos, mais sinto uma falta enorme de cada abraço seu. E toda vez que eu sinto que não estamos bem, só penso em me recompor o suficiente para te aninhar até o fim dos problemas maiores, porque com os problemas pequenos podemos conviver. Me perdoa por ser uma noite de distúrbio quando você planeja o melhor para nós, eu não durmo pensando em uma maneira de ser melhor do que o melhor que pedi que fosse para mim.
Flávia Andrade

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