quarta-feira, maio 27, 2015

perdoa, mundo


    eu me pergunto se tô perdida nesse mundo velho como formiga de boate bêbada por pinga derramada, se lá no alto estão aproveitando mais que aqui ou se aqui é melhor e não quiseram me contar. não sei se mudei demais para uma realidade que não destoa dos séculos passados. eu só sei que não tô nos estereótipos, não tô em revista, não fico em casa cozinhando, não penso em casar, não uso taça pra vinho, não uso sapato em casa, as coisas de amor que escrevo não são tão bonitas e até dão um desgosto pra quem lê. é que eu mudo quando quero e parece que desobedeço leis sociais, eu ando em círculos e esqueço do tempo que me apressa para um futuro que não desejo e nem vou seguir. e se a vida lá fora vai ruim, aqui dentro eu sinto uma coisa boa ainda, mas não posso contar porque o mundo não quer saber de gente feliz. e eu me pergunto se me perdi o suficiente, distante o bastante, longe além pra rir tanto assim dos desencontros, dos erros, dos vícios e acabar sendo melhor do que deveria ser, melhor do que deveria estar.
flávia andrade

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