segunda-feira, março 28, 2016

   Mas é que eu gosto um tanto de te ter no silêncio do meu mundo pacato. Não quero convidar mais ninguém para esse lugarzinho que me pertence e não quero que te vejam chegando para evitar que desejem nos acompanhar. Eu gosto de quando só sobra eu e você no fim das festas, quando o som das músicas já está baixo e é tarde o suficiente para as ruas adormecerem, assim nenhum barulho de carro ou moto pode interromper nossas trocas de olhares confidentes que não deixam as bocas dizerem nada. Eu gosto do movimento dos nossos braços quando andamos de mãos dadas e, se fecharmos os olhos, podemos nos imaginar no espaço mais afastado da cidade com uma rede em dia de domingo para balançarmos. Porque não há nada que soe mais completo que nós dois entregues inteiramente, um ao outro. Então me desculpe por não contar a ninguém o quanto sua existência vem preenchendo a minha vida, porque não quero perder nem pedaço nem detalhe seu que tenho em mim.
Flávia Andrade

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