outubro 13, 2015

Liberta.

    Não sou mais sua, porque agora sou minha por inteiro. É como estar livre para ser quem eu nunca soube ser: eu mesma. E a essa altura parece que demorou tanto, mas eu precisava aprender no meio de toda a confusão.
   Você costumava ser o protagonista do meu mundinho fechado: rodeando uma história inventada que eu achava que era boa. Eu te assistia, te admirava, te procurava para passar os dias. Quase não vivia, que era para sobrar tenho para andar seus passos. Nem procurava meu próprio caminho, porque o seu parecia o certo a seguir. Acontece que eu ainda não conhecia nada e nem tinha colocado os pés lá pra fora. Acontece que você me levou pra rua e eu gostei tanto. Até comparei a visão do céu a você. Pensei que para ter um, precisava do outro.
    E agora, andando sozinha, com um riso causado por mim mesma e sendo completa, enxergo um céu bem maior. Vou mais longe. Sou eu quem decido minha velocidade: devagar ou depressa, depende de quando quero chegar. Desculpa por ter te deixado para trás, é que a liberdade é tão boa! Mas eu volto logo, volto para contar as minhas histórias, volto para agradecer. Afinal, a vida não é tão ruim como eu achava enquanto ainda estava do seu lado.

Flavia Andrade
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